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sábado, 29 de abril de 2017

CPI dos Transportes em Rio Branco será uma grande pizza

Não sei a quem o presidente da CPI dos Transportes instalada na Câmara Municipal de Rio Branco, vereador Railsson Correia (PTN) pensa que pode enganar ao reafirmar exaustivamente, que os trabalhos da Comissão não acabarão em pizza.

Ora, as manobras que foram feitas para garantir maioria do bloco do prefeito na comissão já fadaram essa comissão ao fracasso. Ela nasceu morta.

Quarenta dias instaurada, nenhuma oitiva foi realizada pelos membros da comissão. Todo o “trabalho” até agora se resumiu em análise de documentos. Nenhum empresário, nenhum membro do Conselho Tarifário foi convocado para depor ou prestar esclarecimentos.

Não sei se o vereador Railsson Correia (PTN) gosta de pizza, mas vai ter que aprender sobre essa relação de comida e o resultado da investigação sobre os transportes públicos na capital? Ou seja, pizza e comida, a combinação perfeita.

O que os usuários do transporte coletivo esperam é que definitivamente se abra a caixa preta em torno do assunto. O PT que tanto defende transparência, não tem sido capaz de demonstrar como o Conselho tarifário chega à conclusão de fixar umas tarifas mais caras do país em um sistema de transporte precário como o nosso.

Os empresários que vivem chorando miséria, que afirmam beira da falência, não largam o osso. O sistema está praticamente monopolizado e tudo vai acontecendo aos olhos dos vereadores, dos órgãos controladores e dos pacatos usuários.

A verdade é que as gratuidades e até a passagem estudantil não se tornam em prejuízos para as empresas, esses descontos já estão embutidos no preço que pagam a passagem integral. Porque o riobranquense continua pagando tão caro pelo sistema?

Há indícios de improbidade administrativa nos benefícios e isenções dados pela prefeitura às empresas em Rio Branco. É tudo tão misterioso que a classe de motoristas e cobradores, mesmo diante da maior crise financeira enfrentada no país, sequer aderiram ao Dia de Greve Geral feito ontem pelos grandes sindicatos ontem (28). A impressão que se passa é que tá tudo dominado.

Dizer em toda entrevista que a CPI não vai acabar em pizza parece ser uma necessidade de explicação à sociedade de algo que nunca andou e nem vai dar em lugar algum. A não ser em pizza. 


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