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sábado, 16 de abril de 2016

O domingo será decisivo para um momento incerto


“O Brasil sofre, neste momento, as amargas consequências de uma crise econômica, política e institucional, sem vislumbrar uma solução consistente para o problema. Duas alternativas se colocam: aprovar o impeachment da presidente da República ou mantê-la em seu cargo. Seja qual for a decisão final, a crise não desaparecerá automaticamente. As instituições não deixarão de ser tão vulneráveis quanto foram nos últimos anos e são hoje”.

O trecho acima é da Carta da OAB que propõe para o novo presidente ou a própria Dilma Rousseff a partir de segunda-feira, uma mudança radical no sistema político vigente.

O que assusta a sociedade é que até amanhã no horário de votação do processo de impedimento da presidente, temos de um lado o ex-presidente Lula e sua tropa de choque colocando em prática o modelo falido de coalização, ou seja, de troca de cargos e ministérios por apoio político. E do outro lado, Michel Temer e todo grupo de oposição agindo com a mesma moeda de troca.

Outro fato torna a situação ainda mais confusa para o eleitor. O PMDB, maior partido do Congresso Nacional, joga na lata do lixo a tal fidelidade partidária ao não punir os deputados que forem contra a questão fechada pelo partido favorável ao impeachment, proposta seguida por outras siglas. 

Que futuro nós teremos a partir de segunda-feira?

A presidente Dilma passou a afirmar que se permanecer no cargo vai propor um pacto. Ai vem outra pergunta: Pacto com quem? O governo federal tem chamado todos que discordam do seu pensamento de golpista. A presidente vai conseguir governar com 200 deputados federais? (eventual placar que lhe daria uma vitória na Câmara dos Deputados)


Michel Temer, se o Senado afastar a presidente Dilma Rousseff, vai governar com o modelo vigente, tem alguma carta na manga para dar ao Brasil a continuidade no desenvolvimento?

O domingo será decisivo para um momento incerto. 

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