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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

No PMDB a divisão é que faz a força



O momento do governo Dilma Rousseff é de tamanha fragilidade que uma das indicações para o Ministério da Saúde, é de um deputado federal que há 15 dias pedia a cabeça da presidente e se manifestava contra a CPMF. Aliás, quem imaginaria o Ministério da Saúde ser colocado nessa jogada.

Bem, mas o que podemos extrair de fato no meio desse circo todo?
Primeiro que a presidente Dilma está aprendendo à duras penas, que não adianta estar de bem somente com uma parte do PMDB, que tem como lema: “a divisão é que faz a força”.

Guloso, o PMDB começou a negociar com três, agora passou para cinco e existe a expectativa do sexto ministério nas mãos do glorioso, como os correligionários do Acre chamam a sigla. Ou seja, a presidente Dilma tem que refazer esse quebra-cabeça diariamente porque sabe que na altura do campeonato, perder essa base pode significar a sua saída definitiva do Palácio do Planalto.

Por quê?
O leitor deve estar se perguntando o porquê dessa confusão toda somente na Câmara dos Deputados. Porque são exatamente os deputados que decidirão pelo processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. No meio desse bolo todo está uma contagem voto a voto para não permitir a abertura do processo que retira a presidente do poder.

Como ingrediente de descompasso nisso tudo, observem que, enquanto a presidente tenta segurar a bancada do PMDB, o presidente do Congresso, ou seja, o deputado federal Eduardo Cunha é quem comanda essa votação e já começou a dizer como vai ser o rito de impeachment. Pedras são mexidas por Cunha, sempre que seu nome é citado na Operação Lava Jato.

Um ambiente de extrema hostilidade.

E quem deveria ser o piloto desse voo, Aloizio Mercadante, o chefe da Casa Civil, literalmente sumiu, deve ser um dos primeiros nomes a cair na reforma anunciada pela presidente Dilma. O ex-presidente Lula, acha que Mercadante “blinda” a presidente de más noticias criando uma redoma em sua volta. Mercadante também é acusado por aliados, de ter péssima relação no Congresso.

Parece que os peemedebistas pegaram a frase que tirou a presidente do sério nas últimas semanas e reeditaram no programa de ontem (24). “PMDB está na hora de reunificar o sonho”. 

O Partido vai se agigantando na estrutura ministerial e, independente do que acontecer nos próximos capítulos, vai se transformando cada vez maior para 2016 e 2018.


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