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sexta-feira, 19 de junho de 2015

Missões internacionais afrontam nossa inteligência

Não tenho nada contra senadores brasileiros se deslocarem do país para visitar políticos de oposição presos pelo regime de ditadura imposto na Venezuela, mas convenhamos, por que essa comitiva não visita os presídios brasileiros onde milhares de pessoas em regime de reclusão vivem situações desumanas?

Há tanta coisa para se fiscalizar no Brasil e nossos senadores foram gastar os impostos que pagamos de forma suada na Venezuela!

Já que o objetivo da missão é a defesa dos direitos humanos, os presídios brasileiros, de uma maneira geral, não conseguem promover aos detentos a ressocialização esperada pela sociedade brasileira. O que se tem observado é que a questão da superlotação e as péssimas condições de vida e de higiene dos presos, dentre outros fatores, contribuem para que as penitenciárias sejam ineficazes para atender ao que a Lei de Execução Penal preceitua, qual seja, a recuperação daquele que está detido por ter cometido determinado crime, transformando, assim, o que deveria ser um centro de ressocialização de criminosos em uma "universidade do crime".

Como foi publicado hoje (19) no Acre, o PCC de dentro dos presídios planeja mortes de agentes penitenciários. Uma ligação disparada supostamente de um presídio ontem, com o golpe do falso sequestro, matou dona Francisca, uma senhora de 63 anos, que ao saber da falsa notícia, caiu e bateu a cabeça indo a óbito em seguida.

Segurança, saúde, educação. O Brasil tem tantas urgências que certas missões internacionais chegam a afrontar nossa inteligência. 



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