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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Bater por bater só tira voto. E isso não é novo, viu Marcus Viana!


 
Observando as entrevistas feitas após o resultado das eleições com o senador eleito, Gladson Cameli (PP-AC), tem uma pergunta que todos os jornalistas insistem em fazer, talvez, na busca de uma explicação para a explosão de votos em favor do progressista: 

_ A que o senhor atribui o resultado das eleições?

Ora meus amigos, embora não esconda pra ninguém a minha simpatia pelo Senador eleito, não tenho nenhuma procuração para falar em nome dele. Mas uma coisa foi extremamente clara nessa eleição: o eleitor está em busca de propostas factíveis e não de promessas mirabolantes como fez, por exemplo, o Tião Bocalom. Agressões verbais aos adversários foi outra fórmula ultrapassada, utilizada pela campanha da comunista Perpétua Almeida e pelo marketing do tucano Marcio Bittar.


Gladson tem razão quando diz que isso é política pequena. Concordo também quando ele afirma que quem errar menos nesse Segundo Turno ganha as eleições.


Resta saber se o seu candidato ao governo, Marcio Bittar, vai seguir tal conselho. A receita está sendo dada à própria candidata Dilma Rousseff. No cenário nacional, o governador eleito por Minas, Fernando Pimentel, diz ser contra o PT adotar uma campanha agressiva no Segundo Turno. “Campanha não vale tudo”, disse o governador eleito e amigo da presidente. 

Com uma campanha propositiva, semelhante a adotada por Gladson Cameli no Acre, Pimentel quebrou um ciclo de vitórias tucanas na terra de Aécio.


O jornalista, especialista em marketing eleitoral e proprietário do Fortiori Pesquisa, Diagnóstico e Marketing, Gean Carvalho afirma que os ataques não têm efeito positivo numa campanha. “As pessoas não estão interessadas em brigas entre políticos, mas em soluções para os seus problemas. Além disso, o ataque de um adversário a outro é algo esperado, trivial, não causa o menor efeito no voto.”


A tropa de sopapos pode até divertir quem está na frente da telinha, mas o elemento definidor do voto, segundo Carvalho, está na capacidade de resolver os problemas que ele enxerga nos candidatos. Portanto, baixaria não entra nesse campo.


Outro ponto positivo para quem sofre ataques, a condição de vitima, é desfavorável para quem adota esse tipo de campanha irracional. E não precisa ser nenhum especialista em metodologia de pesquisa para afirmar que o discurso de Marcio Bittar ainda não empolgou a grande maioria do eleitor de forma suficiente para ele arriscar uma alternância de poder.


Longe de alguns comentários vazios das redes sociais que tentam inclusive creditar a Gladson Cameli a derrota ou vitória de Marcio Bittar no Segundo Turno das eleições no Acre, digo que a equipe que coordena a campanha da Aliança Por Um Acre Melhor precisa urgentemente rever seu tom de ataques. 

E dizia isso bem antes do início das eleições Leia: (Quem vai consertar o telhado). Ou seja, não é apenas dizer que a saúde ou a segurança pública vai ruim. É preciso apresentar propostas para que os problemas sejam resolvidos.


Bater por bater só tira voto. E isso não é novo, viu Marcus Viana!


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