Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Portanto, o Acre caminha alegremente para a falência.



O governador Sebastião Viana conta com o pico da crise moral vivida pelo PT em nível nacional para esconder uma caminhada alegre do estado do Acre para a falência. O mês de março foi o pior em termos de arrecadação na série histórica de repasses do FPE e FPM para o estado e seus municípios. Um retrato fiel do momento grave que o Brasil passa, com a crise política e econômica que nos leva a um estado de consternação, paralisia e medo do futuro. Tudo ao contrário do que o Partido dos Trabalhadores pregou a vida inteira. Quem não lembra que Jorge Viana disse que: “a vida vai melhorar!”

Melhorou?

Pode até ter melhorado no ponto de vista estrutural – não podemos ser ignorantes ao ponto de não reconhecer alguns investimentos – mas foi à custa de pelo menos 37 operações de créditos feitas somente na era petista. O que por outro lado, acabou com a capacidade de custeio tamanha foi a fome por dinheiro desse governo. Os reflexos dessa diabetes estão ai: saúde um caos, educação capengando e setores estruturantes como BRs e Hidrovias e Aeroportos em estado precário.

Em tese, estamos entre os três estados brasileiros com capacidade de custeio de 10%, mas na prática, se avaliarmos que existe atrasos no pagamento de fornecedores, estamos à beira de perder o lugar nesse pódio, o próximo sacrifício será a folha de pagamento.

Além da dívida de R$ 4,2 bilhões, o servidor público vai amargar a partir de julho deste ano o rombo na Previdência, outra falha administrativa desse governo com os aposentados e pensionistas que não são poucos, falamos de 11 mil servidores. Onde está esse dinheiro?

A insolvência financeira por qual passam diversas prefeituras e até mesmo o Estado do Acre, que está aí literalmente quebrado, demonstra o quanto é necessária a revisão do atual Pacto Federativo. Mas até essa saída assusta, uma vez que, assinado, o pacto vai congelar salários, aumentos e de quebra, aumentar as despesas com previdência.

Trocando em miúdos, a falência aproxima-se sem que ninguém, nenhum jornalista, pergunte aos nossos governantes: "Com tudo que esse governo afirma que fez, e mesmo assim caminhamos para a falência, onde está a falha na estratégia?"

Isso pode ser considerado golpe?

Com a resposta o governador Sebastião.

Nenhum comentário: