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terça-feira, 17 de março de 2015

É tudo menos transparente no Acre

A historiadora e jornalista Fátima Almeida, criticou através de seu facebook a nota de apoio feita pela Federação das Indústrias do Estado do Acre ao governador Sebastião Viana, citado como um dos investigados na Operação Lava Jato, maior esquema de corrupção do Brasil nos últimos anos.

“O que a Federação das Indústrias do Estado do Acre, tem a ver com as recentes citações do nome do nosso governador nas matérias da mídia sobre o escândalo da Petrobrás?” Questionou a jornalista.

Pedindo mais discrição, ela destaca que o 1º vice-presidente, José Luiz Assis Felício, que assina a nota, tem contrato com o governo “é dono do prédio do ex- Mira Shopping, ocupado pela Secretaria Estadual de Educação”, acrescentou.

Para Fátima Almeida, enquanto houver essa mistura do público com o privado, o Acre não pode afirmar que se modernizou.

“Não seria melhor ser mais discreto?”, volta a questionar a jornalista.

ENTENDA MELHOR O CASO:

O fato lembrado por Fátima Almeida nas redes sociais foi alvo de polêmica na Assembleia Legislativa do Estado (Aleac) quando matéria publicada pelo ac24horas no dia 18 de abril de 2012 informou que o governo do Acre vinha desperdiçando recursos públicos há mais de 10 meses com o aluguel de  R$ 4 mil de um prédio ocioso, no centro de Rio Branco.

Com o aprofundamento das investigações, descobriu-se que o prédio onde funcionou o Mira Shopping, é alugado desde o dia 06 de julho de 2011, no primeiro ano de administração do governador Sebastião Viana (PT). O contrato tinha como fonte pagadora a Secretaria de Educação. 

Detalhe, ainda em 2012, a base do governador Sebastião Viana na Aleac não aprovou o projeto de lei do então deputado estadual Major Rocha (PSDB) que previa a publicidade de todos os prédios e veículos alugados pelo governo através de uma placa ou adesivos com o contrato licitatório, a empresa ou pessoa física vencedora do certame e valores dos alugueis. 

Um dos relatores, o economista e deputado Geraldo Pereira, alegou que a proposta tucana era inconstitucional. 

Em 2015 o prédio continua alugado. Quem sabe o valor do contrato?





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