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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

"Paraíso da impunidade"

A morte do delegado Antônio Carlos no início da noite de hoje (8) é profundamente lamentável e nos leva a mais uma reflexão do Brasil que vivemos e do país que queremos para os nossos filhos e netos. De fato, infelizmente, no Brasil (terra dos sonhos de nossos ancestrais), o crime tem compensado. Leis fracas, insuscetíveis de coibir ou desestimular crimes, têm se sucedido.

Elivan Verus da Silva, o autor do único disparo com uma espingarda calibre 12 que fez estragos no corpo do delegado Antônio Carlos, é exemplo dessa frouxidão no Código Penal caduco que não atende as necessidades da sociedade moderna. Que continua tirando malandro da prisão.

Elivan era “mula” conhecia como ninguém o território Boliviano, um elemento frio, destemido que acabou progredindo de regime, saindo do presídio Francisco de Oliveira Conde gozando de bom comportamento.

Dias depois ele fez a primeira vitima: Janaina Nunes da Costa, de apenas 15 anos, morta com três facadas na presença da mãe. Depois foi a vez de Antônio Carlos, em pleno exercício de sua profissão, ser alvo da insanidade desse assassino.

O que vivemos:
Uma sociedade que chora a perda de seus filhos. E tudo sob o olhar compassivo daqueles que têm por missão, fundamentalmente, zelar pela preservação da paz social.

Se a lei não fosse tão frouxa para quem comete crime no Brasil, talvez, Janaina e Antônio Carlos estivessem vivos, gozando de plena saúde e seus familiares, felizes pela passagem de mais um ano. Culpa do Judiciário? Ledo engano o de culpar juízes e magistrados, eles não podem ir além do que a lei determina.

Isso cabe aos nossos legisladores.

A grande pergunta que fazemos nessa noite é: quantos ainda precisam morrer para que os discursos e promessas vazias cedam passo à ação efetiva em favor da sociedade? 

Lares esfacelados, corações dilacerados, clamor, guerra, estamos rumando para o caos! Presos em nossas próprias casas. A vítima (ou seus familiares) chora, o criminoso sorrir

Enquanto o delinquente saiba ser inócua a pena, continuará a delinquir. 

Vivemos no “paraíso da impunidade”.

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