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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Oposição sofre de anorexia!

Ainda vamos gastar muita tinta para explicar a inapetência atual da oposição no Acre.
Em 2012, quando Tião Bocalom perdeu as eleições por uma diferença de 1,54% para o atual prefeito Marcus Alexandre (PT), o chamado grupo de oposição que ele liderava levou quase um ano para voltar a se reunir. Oficialmente, realizou seu primeiro encontro no dia 01 de agosto de 2013, com a proposta de trazer para o debate, o endividamento do Acre. 

Encabeçado pelo professor Tião Bocalom, foi realizado o I Fórum de Debates sobre o endividamento do Acre, evento organizado pelo Comitê Acre Transparente.
A promessa de trazer palestrantes nas áreas de economia, administração pública, empresários e outros setores ficou pelo caminho. Acabou o Bocalom, do seu jeito, cobrando explicações à época para a aplicação de R$ 2,2 bilhões de empréstimos pelo governo do Acre. Nada foi esclarecido.

Daí em diante, não se assistiu nenhum outro evento capaz de levantar diretrizes e estratégias de um bom combate. Às vésperas das eleições para governo, em 2014, Marcio Bittar liderou seminário sobre a Exploração do Gás de Xisto, um debate bem longe da realidade das prefeituras administradas pela sigla tucana. Em Cruzeiro do Sul onde se projeta a prospecção, a oposição perdeu no primeiro e segundo turno.

O enredo volta a se repetir.

Faltando pouco mais de semana para iniciar os trabalhos legislativos no Acre e em Brasília, o grupo de oposição não conseguiu se reunir e sequer sentar-se em torno de uma mesma mesa. Pouco se sabe sobre as estratégias para 2016 e 2018, porém, muito se sabe sobre as pré-candidaturas lançadas. Um sinal precursor de que tudo continua como antes.

Desde o advento Viana esperamos por um líder e ele não veio. Aguardamos um líder, mas ele não surge.

Como disse no início de nossa prosa, vamos gastar muita tinta para explicar essa anorexia oposionista? Por enquanto, a oposição segue a um ditado antigo, chamado Lei de Murici, cada qual por si!




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