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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

‘Sim, sim; não, não’ – isto é de procedência benigna

Fui criado em um regime diferenciado – e dou graças a Deus por isso – em que a palavra valia “ouro”. Meu pai foi muito obstinado com relação esse assunto. Mesmo não sendo um assíduo leitor Bíblico, criticava, assim como Jesus, aqueles que juram irresponsavelmente. “Seja o vosso falar ‘sim, sim; não, não’. O que passar disso é de procedência maligna” (Mateus 5:37).

Confesso que tenho dificuldades de me relacionar na modernidade até mesmo dentro de casa, quando muitas vezes cobro de Geane e de Fernanda compromissos assumidos através da palavra. Mas no campo profissional, a frustação é maior.

Parece que faltar com a palavra passou a ser uma prática tão costumeira que muitos nem se indignam mais com o uso de informações falsas. No campo político então, isso virou peça de marketing, a frase de Paul Joseph Goebbels - que era jornalista e homem de confiança de Adolf Hitler 
continua em evidência: “uma mentira contada muitas vezes torna-se verdade um dia”, dizia o revolucionário.

E a vida segue assim, líderes mentem para explorar seus aliados, outros mentem porque não acreditam mais nos princípios da Bíblia.

Tenho aprendido com um grande Mestre [Irineu Serra] que: “as palavras que eu disser aqui perante a este poder estão escritas no astral para todo mundo ver”. Ou seja, a palavra tem poder. Ela atrai para nossa convivência aquilo que chamamos: os bons ou maus fluídos. É como a lei da semeadura: colhemos no presente aquilo que semeamos no passado, e vamos colher no futuro aquilo que semeamos no presente.

O futuro de qualquer profissional está aliado à sua palavra, a sua pontualidade, o seu compromisso com o cliente, com o negócio. O relacionamento de pais e filhos também tem sucesso através do que eles assumem através do verbo – eis a principal disciplina – a moral e cívica.

Tenho pedido a Deus todos os dias sabedoria para equilibrar esse aprendizado. Afinal, também aprendemos com o que Cristo afirma ser procedência maligna. Gosto de me relacionar com quem é coerente com o que fala e a quem serve apenas a um senhor.

‘Sim, sim; não, não’ – isto é de procedência benigna.

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