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sábado, 20 de julho de 2013

Quem está mais à beira do abismo?

O que ocorre com o movimento sindical no Acre é resultado do total atrelamento de seus líderes ao governo. É o aniquilamento da ação sindical oficializada pelo neo-peleguismo. Chega de essas pessoas acharem que os sindicatos são seus próprios quintais.

Todos os líderes sindicais com raríssimas exceções têm cargos ou parentes mamando nas tetas do governo. Não sei ao certo quem está à beira do abismo: se os gestores responsáveis por esta educação sucateada ou o movimento sindical.

Em outros tempos jamais se viria um movimento como esse que convocou os professores para as ruas, voltar atrás sem nenhum ganho real. Parece que o forte jargão do movimento sindical de 1985 – o enfrentamento – responsável pelas Diretas Já, abriu espaço para a acomodação. Consciente ou não, o que se vê são sindicalistas servindo de amortecedor para os governos.

Concordo com aqueles que independente de movimento querem o fim dessas reuniões de gabinetes. Exemplo maior têm sido as convocações que ganharam as ruas brasileiras onde nenhum líder precisou ficar mendigando, batendo de porta em porta para ter suas reivindicações atendidas.

É preciso dar um basta nos sorrisos largos, na voz de cordeiro na televisão, cafezinhos, sucos, o glamour em que eles recepcionam. Por trás de tudo isso o que vem ocorrendo é o jogo de empurra-empurra nas reais bandeiras de luta dos professores e dos trabalhadores do Brasil. 

O que o governo do Acre quer é evitar mobilização em 2014, que esqueçamos o G-7, que as bases sindicais estejam cada vez mais fracas. Assim eles vão se perpetuando no poder.

É preciso quebrar paradigmas.

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