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sábado, 15 de junho de 2013

O povo não deve temer o seu governo, o governo deve temer o seu povo

A ausência do governador Sebastião Viana e seus subalternos no aniversário de 51 anos do Estado do Acre mostra claramente que coisa azedou.

Gostar de aparecer é uma marca desse governo!

Excelente infectologista – afinal o governador tem especialidade em medicina tropical – o médico Sebastião Viana parece ainda não ter encontrado um diagnóstico certo para a crise G-7 que ataca o fígado de sua gestão. E pior, vem exagerando a dose de alguns remédios. O discurso do irmão, Jorge Viana e de seu sucessor no senado, Aníbal Diniz, mais atrapalha do que ajuda, tem jogado ainda mais a opinião pública de encontro ao seu governo.

Logo Jorge Viana que sempre receita para os amigos a leitura de Maquiavel?

Terá ele se esquecido da parte que Maquiavel fala: “na medida em que o soberano não ofende seus súditos e não mostra motivos para o povo odiá-lo, estes o quererão bem?” e que “qualquer alteração na ordem das coisas prepara sempre o caminho para outras mudanças?”

A Operação G-7 alterou definitivamente o caminho da Frente Popular.

Tanto que Sebastião Viana vem se escondendo do povo, “do povo do Acre”. Da população excluída, marginalizada por tanto tempo, iludida com o discurso de geração de emprego e renda, da industrialização, uma educação de qualidade e a tal saúde do primeiro mundo.

A defesa política e apaixonada pelo Grupo G-7 mostra o quanto essas lideranças que antes de se tornarem políticos polidos, cromados e cintilantes por fora, pertenciam ao povo, não colocam na agenda prioritária do Acre, políticas públicas voltadas para o desenvolvimento. Mas que, enferrujados por dentro, estes preferem deixar de lado os princípios, a ética e os valores que norteiam a vivencia em comunidade.

E como não são ingênuos e sabem selecionar seu público, sabem bem quando o vento lhes é favorável, estes vão continuar fugindo das massas. Pelo menos até que o povo se esqueça de todos esses fatos.

Maquiavel também fala em seus escritos que o povo tem memória curta.
Talvez por isso, a expressão de Joseph Maistre: “cada povo tem o governo que merece” permanece atemporal e seja motivo de tanta análise por estas bandas.

Pelo menos uma lição fica em todo esse cenário:
A corrupção está tão atrelada ao histórico político que a impressão que se tem é que o sistema é corrupto “geneticamente” e louco é quem se aventura em modifica-lo.

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