quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Jogo de forças entre oposição e situação dificulta entendimento

Já foi lançado o enredo do Carnaval Eleitoral deste ano: será mesmo a luta do bem contra o mal, o maniqueísmo que mostra o quanto a política no Acre não avançou. Embora se ensaie posturas charmosas com novas lideranças, o português continua chulo, provocante. "Do pescoço para baixo tudo é canela", disse o petista Ney Amorim.

É lamentável, esse jogo de forças sempre foi complicado para as culturas entenderem. Na política é mais difícil digerir, administrar. Como temos a maior parte dos órgãos de comunicação comprometida com a verba de mídia, sem jornalismo investigativo, ficaremos nas causas e efeitos, certo e errado, isso ou aquilo, é ou não é. Foi ou não foi.

Ao chamar a oposição de "saqueadora dos cofres públicos", o governador Tião Viana além de contribuir com o clima de intranquilidade, parece insistir nesse modelo nazista de propaganda, tentando implantar no inconsciente do eleitor a crença de que a oposição é quem rouba, a máxima de que o poder não pode voltar ao colo de ladrões ou "diabos".

Diz o que quis, ouviu o que não queria. Tião e seu candidato fabricado, o "Marcão", passam a ser associados a traças. Até um ranking de corrupção está sendo estigmatizado. A oposição mostra que fora do poder há 13 anos, os casos de corrupção evidenciados são todos de autoria de figuras do PT ou de aliados que antes eram odiados pelos mesmos, entre eles: Orleir Cameli [que atrasou o pagamento do funcionalismo público durante três meses] e outros que ajudaram a terminar de falir o Banacre.

A pecha da corrupção parece colar melhor neste momento, nas figuras de situação.

Mas isso não é o mais importante. A sociedade vai julgar. Quem sairá vencedor neste processo? Bem, isso só saberemos após a abertura das urnas. Uma coisa eu tenho certeza: quem sai na frente nas pesquisas(e aqui me refiro a pesquisas sérias), tem forte tendência de receber a bandeirada em primeiro lugar.

1 comentários:

Anônimo disse...

Sua qualidade jornalística me fazem acreditar que nem todos se venderam. Parabéns!