A primeira parte da viagem ate Cuzco foi alcançada às 21
horas desta terça-feira (03). Depois de irmos ao túmulo do Mestre Irineu, pedir
a benção para viagem, saímos de Rio Branco às 13 horas. Fizemos uma única
parada para almoço no município de Senador Guiomard, logo a 13 km da capital.
Chegamos a Assis Brasil às 17h30.
Rapidamente eu, Geane e Fernanda fomos a sala da imigração,
ainda em território brasileiro, carimbar os documentos para ingressar em
território estrangeiro. Foi rápido, maior protocolo é na imigração peruana,
principalmente para quem viaja de carro. Mas apenas questões burocráticas, o
atendimento ao turista é excelente. É que nesta época do ano, caravanas
inteiras estão atravessando a fronteira.
Conseguimos sair de Iñapari, a primeira cidade peruana às
19h25 [horário do Acre]. Criamos coragem para ir ao mesmo dia até Puerto
Maldonado por que obtivemos a informação de que até lá, não existia altitude. Mesmo
assim, os poucos mais de 230 km eram de inteira surpresa, afinal, a região era
totalmente desconhecida.
Ainda tinha luz do sol quando caminhamos pela fronteira
Peruana. A estrada, que eles chamam de carreteira, tem uma excelente qualidade.
Totalmente sinalizada nos trechos mais sinuosos. Isto nos deu a segurança para ir em
frente. Passamos por diversos vilarejos. A utilização de quebra molas nesses
trechos deixa o percurso mais lento. São muitas as reduções. Os lugares tem
nomes que nos fazem viajar pelo Brasil e pelo Exterior. Bello Horizonte, Los
Angeles, Alegria, são alguns deles. Alguns vilarejos são extremamente pobres.
Bem, chegamos a Puerto Maldonato era 22h30. Fomos direto
para um restaurante, antes mesmo de procurarmos um hotel ou hospedaje, como
eles chamam no Peru. O cardápio do jantar foi um Pollo com batatas fritas.Esse ai, que Geane e Fernanda estão atracadas. Depois fomos descansar em uma hospedaje bem central. Os apartamentos oferecem
além de segurança, muito conforto. Dá para descansar bastante.
No café da manhã obtivemos as informações para continuar a
viagem. Algo mais detalhado do que o guia que levamos. A orientação foi para
abastecermos em Mazurco, cidade localizada a 180 km de Puerto Maldonado. Nada
mudou com relação a vegetação, tudo ainda parecido com Floresta Amazônica. O
que chama atenção nesse primeiro trecho da Transoceânica, são as dezenas de
ocupações que veem acontecendo às margens da rodovia. Milhares de pessoas se
instalando de qualquer modo ao longo da BR. Muita pobreza.
Chegamos a Mazurco às 12h45. A orientação era de um almoço
leve e de ganhar tempo até a cidade de Quincemil, segunda cidade do mundo onde
chove todos os dias. É somente a partir desta cidade que começamos a subir
realmente a Cordilheira dos Andes. Aqui começa uma aventura indescritível. Em
uma parada para fotografia, deu um frio na barriga quando observamos a altura
das montanhas que iríamos percorrer.
Aqui, Geane, que estava mais tensa, pediu para trocar o CD
de música por hinos do Mestre Irineu, orquestrados por Leonel Grangeiro. Fernanda, como boa aventureira, estava se divertindo. Também
gostei da ideia. Começamos a subir e percorrer um território nunca antes visto.
Continuo contando essa experiência
na próxima postagem...
1 comentários:
Geane,Jairo e fernanda,parabéns pela viagem,aproveitem bastante,tô aqui torcendo pra dar tudo certo, estou acompanhando vcs diariamente pelo blog, as postagens estão maravilhosas.Tudo de bom!Abraços. .
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