domingo, 15 de janeiro de 2012

Um ministério público rápido no "gatinho"

Me chamou muita atenção a rapidez com que o Ministério Público concluiu o processo por improbidade administrativa contra o deputado Major Rocha, do PSDB; e o vereador Vieira, do PPS, pelo aluguel de uma caminhonete supostamente de propriedade do então deputado.

O mesmo Ministério Público investiga há mais de um ano, um caso em que comprovadamente houve o desvio de mais de R$ 1 milhão, conhecido como "o escândalo da UTI no Ar" e até agora não dedicou uma linha no pedido de punição dos agentes públicos envolvidos.

Até o mais ingênuo cidadão já sabe que o Estado, em todas suas instâncias, somente se move quando pressionado pela sociedade. Mas no Acre essa regra parece ser uma exceção. Pelo visto, prejuízo mesmo tiveram os pacientes que deixaram de viajar, alguns que perderam a vida na fila de espera por uma vaga na UTI no Ar.

A tentativa desenfreada de acusar o deputado Major Rocha parece está relacionada com sua ação parlamentar. Avisos, aliás, não faltaram, até da base do governo, principalmente, quando ele insurgiu com o caso Antimary, que mexeu na principal filosofia deste governo implantado há mais de 13 anos no Acre. Como não foi eleito para atender "poderosos", Rocha não recuou e nem temeu. E se o conheço bem, nem irá recuar agora.

Com relação ao vereador Vieira, ele foi um dos parlamentares chamados na calada da noite para votar a favor do projeto de reversão do SAERB como queria o governador Tião Viana e o prefeito Raimundo Angelim. Vieira disse não a proposta e sim aos trabalhadores do sistema. Foi voto vencido, mas manteve sua dignidade.

O bom entendedor sabe que isso é apenas o prelúdio do que será 2012. O jogo já começou.

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